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Moro, o Savonarola brazileiro caiu como charlatão quando exigiram as provas

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Savonarola clamava que Deus o fulminasse se ele estivesse errado em suas convicções, profecias, e pregações puritanas, que incluíam desde as "fogueiras da vaidade" (queima de livros, obras de arte, cosméticos que ele associava a pecados), passando por atacar a família Medici que detinha o poder em Florença, chegando até a pregar contra o papa. Dizia que se submeteria à ordália pelo fogo para provar suas convicções. Isto é, submeteria ao juízo de Deus a "prova judiciária" de caminhar sobre o fogo. Deus só o queimaria se fosse charlatão, senão sobreviveria. Um frade desafiou caminharem juntos para acabar com a novela. Ou se sacrificaria desmascarando um charlatão ou comprovaria ser Savonarola um profeta. Savonarola refugou. Um discípulo de Savonarola aceitou o desafio em seu lugar. Armou-se o circo em Florença com a multidão comparecendo em peso para ver. Na hora H, o discípulo arrumou uma desculpa para não caminhar no fogo. Muita confusão e insultos de ambas as partes. No final a esperada ordália pelo fogo não aconteceu. Depois do fiasco, Savonarola perdeu seguidores e influência. Muitos o acusaram de charlatão ou herege. Seus inimigos aproveitaram para julgá-lo e condená-lo por heresia.

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